Confesso que sou fã de claretes e de palhetes, são vinhos vistos por muitos como menores mas que são muito interessantes, uma tradição antiga que parece estar a querer regressar e com cada vez mais produtores a apresentar propostas interessantes e de qualidade.
Estive muito recentemente na Quinta de Catralvos, próximo de Azeitão, na região da Península de Setúbal, para uma prova de vinhos do seu portfolio, que basicamente tem duas marcas: Catralvos e Tojo. Brevemente falarei mais sobre isso e sobre os vinhos apresentados, pois esta publicação é sobre o Clarete.
Antes de falar do vinho, muito poderíamos aqui debater sobre o que é um clarete, sobre as suas origens, sobre as diferenças entre clarete e palhete (que para mim são óbvias mas tenho ouvido opiniões diferentes), mas vamos agora simplificar e dizer apenas que um clarete é um tinto de pouca extracção, é o nível intermédio entre o clássico tinto e o rosé, feito apenas de uvas tintas.
Este em particular é o Tojo 2023 Castelão Clarete, um monocasta Castelão, a casta rainha da região da Península de Setúbal, uma das castas nacionais mais relevantes, mas aqui numa vinificação moderna, num estilo ligeiro e fresco, de pouca extração e tanino, com fruta vibrante e com elegância, vinhos sérios mas muito fáceis de beber e que dão prazer desde cedo.
Deixo a dica de explorarem caso não conheçam, sobretudo na época quente que se avizinha… Boas provas!








