Gosto muito de espumantes, penso que isso não seja segredo para quem me conhece e para quem me acompanha. É muito raro passar uma semana sem abrir pelo menos uma garrafa de espumante, seja para celebrar o início do fim-de-semana (#sparklingfriday), para servir de aperitivo, ou para acompanhar uma imensidade de acepipes e entradas que costuma haver nos dias de festa.
Há outros momentos em que também gosto muito de espumante, mas vou deixar isso para um outro dia. Hoje o tema é: Távora-Varosa.
Já ouviu falar? Sabe o que é? Qual a sua relação com o espumante que apresento no vídeo?
Távora-Varosa é uma das mais pequenas regiões que temos em Portugal, localizada a norte, entre o Dão e o Douro, uma zona montanhosa, de solos graníticos, por onde passam o rio Távora e o rio Varosa que lhe dão o nome, um clima com amplitude térmica que contribui para produzir uvas com um excelente nível de acidez, base fundamental para um espumante de grande qualidade.
Embora DOC Távora-Varosa não seja exclusivo para a produção de vinhos espumantes, é uma das especialidades da região e o seu regulamento interno define e controla alguns termos específicos, como “Cuvée“, “Millésime“ ou “Assemblage”, entre outros. Deixo mais uma curiosidade: Em Portugal, para que um espumante de método clássico possa ostentar o designativo “Grande Reserva” basta um estágio mínimo em garrafa de 36 meses, mas nesta região é necessário que tenha pelo menos 60! Mas deixemos essas questões dos designativos de tempo de estágio para um outro dia…
Queria terminar dizendo que se não conhece Távora-Varosa deve conhecer, e que os espumantes Família Hehn são um dos bons produtores que a região tem para conhecer. Boas provas!









