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As múltiplas facetas do Alentejo

Rocim 2024 espumante rosé Brut Nature

Para muitos, sobretudo aqueles consumidores menos atentos, o Alentejo é uma região quente que só faz vinhos tintos, alcoólicos, de baixa acidez, e também alguns brancos, ali para os lados da Vidigueira…

Mas quem gosta de vinho sabe que não é assim. Sabe que há vários terroirs no Alentejo, sabe que é uma região vasta, que vai do Baixo Alentejo à Serra de São Mamede, da costa litoral Atlântica até à fronteira com Espanha.

Um território vasto com múltiplos solos, várias altitudes, nuances que são importantes e que combinadas com uma viticultura cada vez mais especializada e castas adaptadas não só às condições de cada local mas também ao estilo de vinho que queremos fazer.

Combinando tudo isto com os conhecimentos de enologia moderna, dá para fazer practicamente um pouco de tudo em termos de tipos e estilos de vinho, e aqui está um exemplo disso, entre muitos outros que poderiam ser dados, de um produto que poucos pensavam ser possível ou interessante produzir-se no Alentejo: Espumante.

É verdade que é uma produção marginal considerando a produção total da região, mas também é verdade que há muito mais oferta hoje do que aquela que havia há dez anos atrás. É também verdade que a qualidade é interessante, e que há alguns exemplares de excelência. Talvez também seja verdade que a região ainda ande à procura do “seu estilo” de espumante, mas isso é uma outra discussão. Para já, fica aqui a nota e partilha de um espumante equilibrado, fresco e sério, que ilustra muito bem tudo aquilo que acabei de partilhar aqui convosco. Boas provas!

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