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Quando a tradição permite diferenciação

Luis Pérez NV Fino Caberrubia

A região de Jerez está em revolução, e falamos de uma das mais tradicionais e antigas regiões de produção de vinho: Jerez / Sherry.

Tem havido alterações na legislação, por exemplo no que diz respeito ao estágio dos vinhos que antigamente era feito apenas no triângulo mágico Jerez de la Frontera - El Puerto de Santa Maria - Sanlúcar de Barrameda, e que agora pode ser feito em várias outras localidades.

Neste caso particular, a grande alteração que queria falar é sobre a fortificação, que para o caso dos Fino / Manzanilla eram feitas até ao vinho atingir os 15% de álcool para posterior estágio em flor, agora essa fortificação já não é obrigatória.

Ainda relativamente a este vinho, a questão da solera, sistema dinâmico de estágio de vinhos que permite um envelhecimento que conjuga diferentes numa mesma barrica (bota), neste caso o produtor opta por um sistema estático em que em cada barrica está guardado um vinho de uma só colheita, sendo o lote feito não pelo sistema dinâmico da solera mas sim pelo enólogo / produtor.

A “olho nú” ou para um “nariz desatento”, as diferenças até poderão passar despercebidas, mas pelo menos, chama a atenção e a qualidade é irrepreensível. Não consegui provar todos os vinhos do produtor Luis Pérez, mas tive oportunidade de provar alguns vinos de pasto (vinhos tranquilos), uns da tradicional casta Palomino Fino, outros nem tanto, que são incríveis.

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