Diz-se com frequência, falando de vinhos, “quanto mais velho melhor!”. Será verdade? Nem sempre…
É verdade que alguns vinhos melhoram com a idade, ou seja, que têm uma evolução positiva que nos permite disfrutar de um vinho “melhor” do que aquele que foi engarrafado.
Há várias questões que aqui podia agora explorar, como o abrir demasiado cedo (tendemos a consumir os vinhos demasiado jovens, sobretudo os brancos e os rosé), por quanto tempo guardar (ou qual o ponto óptimo de consumo) ou, o que irei explorar agora aqui um pouco, qual o potencial de guarda de um vinho.
Sabemos (ou ficam a saber) que o vinho está sempre em evolução, uma evolução mais rápida ou mais lenta de acordo com as condições de guarda (outro tópico de discussão), mas que está sempre em evolução, na cor, no aroma, no sabor, nas texturas.
Como avaliar o potencial de guarda? Não é uma ciência exacta (e assumindo boas condições de guarda) depende muito do perfil de vinho, pois há características que ajudam a que ele se mantenha bom por mais tempo, pois como um enólogo uma vez me disse, “um vinho é um vinagre estabilizado”.
O Dão é uma região que, de uma forma geral, cria vinhos com um bom potencial de guarda, tanto brancos como tintos, e este Raríssimo by Osvaldo Amado 2001 é disso um bom exemplo, um tinto com 25 anos de idade que está numa fase incrível, elegante, ainda com estrutura mas de tanino muito fino, fresco, bem persistente. É por isso que vale o esforço que guardar alguns vinhos e é por isso que alguns produtores lançam os vinhos com mais tempo de estágio. Boas provas!










