Novidades da Ilha do Pico
entre tranquilos e os famosos licorosos dos Açores
No Pico, a vinha não é apenas agricultura, é paisagem, resistência e identidade. Entre muros de pedra negra, moldados pelos ventos marítimos e pela proximidade do Atlântico, nascem vinhos que dificilmente se confundem com qualquer outro lugar do mundo.
É neste contexto singular que surge o trabalho da Adega do Pico, uma das mais antigas adegas cooperativas do país, um projeto coletivo que tem vindo a valorizar as castas tradicionais da ilha e a afirmar o carácter único dos vinhos açorianos.
Assente sobretudo em variedades como Arinto dos Açores, Verdelho e Terrantez do Pico, a Adega do Pico procura traduzir o lado mais atlântico da viticultura portuguesa, com vinhos de tensão, salinidade e frescura marcada, onde o terroir vulcânico se faz sentir de forma evidente. Foi neste enquadramento que tive oportunidade de provar alguns dos novos vinhos da casa, cujas notas partilho aqui.
Arcos Vulcânicos 2021 branco Verdelho
Uma pequena produção de duas barricas de 500 litros de um monocasta Verdelho, um vinho que apresenta um aroma com fruta amarela, nota fumada mineral e de barrica, um branco bem seco, salino, com textura fina e cremosa, fresco e de acidez suave mas pronunciada, muito persistente, barrica muito bem integrada, discreta. Apenas 1.200 garrafas, com um PVP recomendado de 58€. Nota: 18
Ilha do Pico 1998 licoroso Single Harvest Reserve
Aroma elegante e complexo, nota de vermute, laranja cristalizada, ervas aromáticas e algum fruto seco. Um fortificado de grande finesse, com textura delicada, salinidade em fundo, algum fruto seco, num estilo meio doce, salino, fino, relativamente delicado mas complexo, salivante e bem persistente. Produção de apenas 470 garrafas, com um PVP recomendado de 750€. Nota: 18,5




