Miguel Louro
filho de peixe sabe nadar
Miguel Louro, filho de um produtor de vinhos do Alentejo com o mesmo nome, um jovem que reparte a sua vida entre a região de Saar (Alemanha) e o Alentejo.
Miguel Louro, pai, é o produtor da Quinta do Mouro, casa de referência da região do Alentejo, e Miguel Louro, filho, segue-lhe as pisadas enquanto produtor de vinho e criou o seu projecto de vinhos, também em Estremoz.
É um jovem (nascido em 1988) com as suas ideias e convicções, onde procura um perfil específico para os seus vinhos, com menos álcool, com frescura e equilíbrio, um trabalho onde se demarca do seu pai (brincando até com as marcas dos seus vinhos serem relativas ao nome e ao apelido que usa), mas sempre com respeito e sem esquecer as suas raízes.
Não deixa de ser curioso que Miguel Louro (filho) trabalha na região de Saar, num outro produtor, acompanhando à distância o seu projecto pessoal, vindo a Portugal sempre que necessário, em especial nas fases mais importantes dos vinhos. São duas vindimas por ano, regiões e castas distintas, mas a mesma vontade de fazer vinho.
Miguel estudou no ISA, plantou a sua primeira vinha em 2011 e lançou o seu primeiro vinho em 2013. Em 2016 rumou a Mosel, na Alemanha, e desde 2020 que trabalha em Saar. Ao longo destes anos foi aprendendo e aperfeiçoando o trabalho com as castas que elegeu, trabalhando no seu portfolio de vinhos, pequenas produções, algumas bem irreverentes, que se repartem pelas seguintes marcas / gamas:
Apelido (Vinhos de lote, perfil jovem, descomplicados)
Primeiro Nome (Vinhos de lote, com estágio, na procura da frescura e elegância)
Alcunha (Vinhos monocasta, colheitas específicas que revelam o carácter da casta)
Arigato (Novidade! Edições muito limitadas, lotes únicos)


Recentemente, o Miguel esteve em Lisboa a apresentar algumas novidades, das quais quero deixar aqui nota de prova:
Primeiro Nome 2022 branco
As castas Alvarinho, Arinto, Rabigato, Verdelho (da Madeira) são a base dos vinhos, a qual poderá levar também Gouveio e Roupeiro. Tudo vindimado à mão, casta por casta, fermentado e estagiado em barrica. Um perfil fresco e ligeiro, com frescura e sentido mineral, barrica muito discreta, belíssima evolução, com finesse, boa persistência, um estilo invulgar para a região. PVP recomendado: 23,50€. Nota: 18
Primeiro Nome 2021 tinto
Lote com 16 meses de estágio em barrica. Tinto de cor intensa, aroma com fruta preta, de carácter mineral, xisto, nota fresca balsâmica. Um tinto com perfil um pouco mais ligeiro, com uma boa acidez, leve sentido mineral, seco, um tanino fino, leve amargor, boa persistência. PVP recomendado: 23,50€. Nota: 17
Arigato 2022 branco
Arinto (50%) e Rabigato (50%)
O mesmo processo do Primeiro Nome, volume e acidez do Arinto, com a finesse e austeridade do Rabigato
Fermentação em barrica
Arinto barrica de 500 litros de carvalho frances
Rabigato 300 litros de carvalho francês e português
Estágio em borras totais ate final de maio.
Expressão de limão maduro, leve nota de cera de abelha, aromático, combina frescura com evolução e barrica. Grande finesse, perfil mineral, fresco, cremoso, muito persistente, um belíssimo branco que parece tudo menos Alentejo. PVP recomendado: Apenas 924 garrafas produzidas. PVP recomendado: 49€. Nota: 18,5
Arigato 2020 tinto
Apenas 504 garrafas produzidas, um monocasta Trincadeira com fermentação em lagar, a meio da fermentação passa para barrica de 225, estágio com borras totais durante quase 4 anos. Engarrafado em 2024.
Um tinto de pouca extração, pouca intensidade na cor, tanino muito polido e pouco presente, muito elegante, leve expressão vegetal, típica da casta, fresco, leve, profundo, ber persistente. Aroma com notas de torrefação, perfil redutivo, finesse, frescura, belíssimo. PVP recomendado: 79€. Nota: 18



